Oficina de Arte e Consciência Ráshuah e Oficina de Pais Ráshuah

Inteligência Emocional e Meditação para crianças e Facilitação de Pais e Familiar

A crítica e suas pedrinhas na construção da autoestima

Ao longo da experiência do lidar com crianças, nunca vi uma crítica ter efeito de construção. Trocando em miúdos, essa tal “crítica construtiva”,  tão divulgada, falada e defendida, esse jeitinho, na verdade essa forma, de querer ajudar criticando, quando se trata de crianças, vira uma faca afiada de um único gume: baixa autoestima, baixa autoconfiança, dificuldades quanto a autoimagem.

Limites, toda criança precisa. Fluência emocional para lidar com a frustração dos nãos, também. Às vezes, a necessidade do limite é com suavidade e compreensão. Outras vezes, com firmeza. Para tal, tantas formas, tantas possibilidades, e mais ainda, a linguagem que aquela criança mais especificamente melhor compreende.

Há uma imensa, porém sutil, diferença entre dar limite à uma criança e criticá-la. Mas nós adultos temos nossos vícios, nossas “cizudices”, criticamos quando não sabemos mais o que fazer, criticamos quando temos medo de sair tudo errado, criticamos quando temos uma idéia do que é correto e exato e ela não está acontecendo, e criticamos, simplesmente, porque foi esse o nosso aprendizado.

Mas a criança, diante de suas figuras de autoridades, seus seres mais admirados e amados, está ali, com o coração dando a cara a tapa, entende a crítica como erro, ou desagrado, ou incapacidade. Já trabalhei com crianças refratárias à conversa, crianças encolhidas em si mesmas evitando expressões, crianças tristes, raivosas… em linhas gerais, crianças assustadas considerando que são, por menos, em função da avaliação. Em todas essas, lá, escondida, a crítica e o padrão de sentirem-se menos.

Se fosse descrever em uma única linha: sua criança quer ser amada, e a forma crítica a impede de perceber o quanto é. E conhecendo o lado dos pais, ao vê-los chegando, trazendo seus filhotes, querendo melhorar, querendo vê-los alegres e saudáveis, tornou-se muito claro de perceber: é uma questão de forma, simplesmente.

Então você, mamãe ou papai, que tal refletir um pouquinho, sem julgamento ou culpa? Seu filhote veio sem bula ou manual, é único e merece desabrochar no mundo acreditando em quem é. Que tal, antes de uma crítica, dessas mais comuns de pais querendo o melhor para a criança, observar a forma, olhar bem nos olhinhos do seu pequeno e achar em si a confiança de que é capaz de encontrar uma outra forma de expressão?

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Publicado em novembro 20, 2011 por em Criança acontecendo, Respira Papai e Mamãe.

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